Arquivo da categoria: Prostituição

Cissexismo: meu relato.

As identidadades trans* são amplamente utilizadas como recurso humorístico. A estigmatização, e portanto exotificação, é tão grande que apenas a presença de uma personagem fora da norma é considerada suficiente como ferramenta de alívio cômico. A Flávia, uma das autoras do inteligente e bem humorado Ativismo de Sofá, escreveu um post super comovente contando a história dela, enquanto professora, com uma aluna trans*.

“De tudo que ela disse, eu só consigo me lembrar com exatidão do sentido de uma parte da bronca: “Aquele rapaz se chama Fernando, F-E-R-N-A-N-D-O, e eu acho um absurdo quem não o chama assim. Na identidade dele tá assim e eu não vou compactuar com essa pouca vergonha. Eu faço chamada todos os dias e o chamo pelo nome que ele tem, por aquilo que ele é: um homem. Sem-vergonha, com problemas mentais, o que seja: aquilo ali NÃO é mulher”.”

Leia o post completo em: http://ativismodesofa.blogspot.com.br/2012/08/cissexismo-meu-relato.html

Giro de notícias:
O caso de CeCe McDonald: em inglês, em português
O caso de Fernanda Milan: vídeo em inglês, post em português
G1: Travesti é morto com uma pedrada em Ariquemes, RO
UOL: Corpo de travesti é encontrado por populares em estrada
R7: Executivo inglês mata noiva sufocada após descobrir que ela era transexual

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As prostitutas de BH perguntam: e a gente, como fica?

Discursos como o presente no vídeo são comuns e tidos como inofensivos. São usados para diminuir mulheres por sua liberdade sexual, em casos de agressão contra as prostitutas ou como parte de piadas.

Entretanto para algumas pessoas a prostituição é parte importante na formação da renda (quando não a única) e muitas vezes a única forma que julgam capazes de captar fundos para (sub)existência. O blog Copa Pública fez um post mostrando a realidade de um grupo de prostitutas de Belo Horizonte, tendo seu ponto ameaçado pelas obras para receber a Copa do Mundo.

“Com o início dos preparativos para a Copa na cidade, as mulheres temem pelo ponto, pela repressão e pela perda do ganha-pão. O centro começa a dar sinais do que os movimentos sociais chamam de “higienização”, grandes projetos imobiliários seguidos da remoção das comunidades pobres, ambulantes e profissionais do sexo. “Todos nós temos interessa na revitalização. Trabalhar em lugar melhor, mais seguro, é bom. O problema é que ninguém sabe de nada”.”

Leia o post completo em: http://apublica.org/2012/09/gente-como-fica/